sexta-feira, 19 de abril de 2019

SELEÇÃO NATURAL


Seleção Natural: 

A seleção natural nada mais é do que um mecanismo evolutivo que se baseia na sobrevivência e reprodução diferencial de indivíduos de uma população. Costuma-se dizer que a seleção natural seleciona o organismo mais apto a viver em um determinado ambiente.
Segundo a seleção natural, existe uma luta constante pela sobrevivência e apenas organismos mais aptos são selecionados. Esses organismos mais aptos seriam capazes de passar suas características vantajosas aos seus descendentes. Com o tempo, as características vantajosas acumulam-se, as diferenças entre as populações ficam mais acentuadas e, assim sendo, a diferenciação da espécie original resulta em uma nova espécie.

Exemplos de Seleção Natural:

Resistência a antibióticos ou a inseticidas:

Tomemos como exemplo a resistência a antibióticos. Para isso imaginemos inicialmente a existência de indivíduos adaptados a determinada condição ambiental. Se introduzirmos nesse ambiente certa quantidade de antibiótico, haverá grande mortalidade de bactérias, mas algumas, que já apresentavam mutações que lhes conferem resistência a essa substância sobreviverão. Estas, por sua vez, ao se reproduzirem originarão indivíduos com características distribuídas em torno de outro tipo médio.


O Melanismo Industrial:

Antes da industrialização da Inglaterra, predominavam as mariposas claras; mas as vezes apareciam mutantes escuros, dominantes, que, apesar de serem mais robustos, eram eliminados pelos predadores por serem visíveis. Depois da industrialização, no século passado, os mutantes escuros passaram a ser mimetizados pela fuligem. Estes passaram a ser menos predados, por estarem "escondidos", o que aumentou a sua frequência na população. Os predadores das mariposas, como por exemplo, os passáros atuam como agentes seletivos.



NEODARWINISMO



Neodarwinismo:

No século  XX, com o redescobrimento dos trabalhos de Mendel e com o aprofundamento do conceito de gene, foi possível determinar os principais responsáveis pele variabilidade genética os seres vivos: as mutações e a recombinação genética.O neodarwisnismo, mutacionismo ou Teoria Sintética de Evolução constitui uma ampliação das idéias de Darwin, explicando as causas das variações nos seres vivos.
As mutações e a recombinação gênica são as principais causas da variabilidade genética existentes nos seres vivos. As mutações e a recombinação gênica aumentam a variabilidade genética nos seres vivos; já a seleção natural diminui, uma vez que tende a levar à extinção os indivíduos portadores de variações desfavoráveis.
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TEORIAS EVOLUTIVAS (criacionismo/ evolucionismo)





Criacionismo:


A criação de Adão. Capela Sistina (Foto: Michelangelo/Reprodução)
Assim como o evolucionismo, o criacionismo é uma teoria que tenta explicar a origem da vida e a evolução do homem. No entanto, é importante ressaltar que a teoria criacionista segue uma linha de pensamento distinta da teoria evolucionista.
O criacionismo se baseia na fé da criação divina, como narrado na Bíblia Sagrada, mais especificamente no livro de Gênesis na qual Deus criou todas as coisas, inclusive o homem. Lembrando que diversas culturas possuem sua versão própria do criacionismo, como é o caso da mitologia grega, da mitologia chinesa, cristianismo entre outras.


 Evolucionismo:


 É a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo. O termo "evolução" pode referir-se à evidência observacional que constitui o fato científico intrínseco à teoria da evolução biológica, ou, em acepção completa, à teoria em sua completude. Uma teoria científica é por definição um conjunto indissociável de todas as evidências verificáveis conhecidas e das ideias testáveis e testadas àquelas atreladas.
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TEORIAS EVOLUTIVAS( Darwin/ Lamarck)





Lamarck:
  


A teoria de Lamarck defendia que os seres vivos modificavam-se ao longo do tempo de acordo com as pressões exercidas pelo ambiente e que estas modificações passavam para as gerações seguintes, seguindo a lei do uso e desuso e a lei dos caracteres adquiridos.
A partir das ideias de Lamarck, poderíamos explicar o grande tamanho do pescoço das girafas pelo esforço de esticar o pescoço para comer ramos de vegetação mais alta e o consequente aumento gradativo do órgão.
No cenário Lamarckista, não haveria variação inicial entre os indivíduos de uma população, todas as girafas teriam pescoços curtos e o uso constante do órgão esticando-o para alcançar a vegetação mais alta, fez com que o órgão se desenvolvesse mais (lei do uso e desuso).
Então, de acordo com Lamarck, o pescoço iria se desenvolver para alcançar a vegetação mais alto, sendo esta ‘modificação’ uma adaptação das girafas à nova condição ambiental, e esta característica teria sido transmitida aos descendentes (lei dos caracteres adquiridos), que a cada geração teriam um pescoço um pouco maior.

Darwin: 

Segundo o darwinismo, o ambiente seleciona os seres vivos mais adaptados. Isso quer dizer que os seres vivos que apresentem características que lhes permitam sobreviver a determinada condição ambiental viverão e, assim, conseguirão transmitir seus genes para as futuras gerações.
Em um cenário darwinista, existiriam variações entre as girafas – alguns animais teriam pescoços mais longos, outras, mais curtos.Assim, quando o ambiente se modificou e a vegetação rasteira ficou mais escassa, somente os indivíduos com pescoços mais longos conseguiriam se alimentar e sobreviver. Dessa maneira, esta característica seria selecionada e transmitida às futuras gerações.
Girafas - Evolução
Para Darwin, o ambiente não gera as variações, elas já existem naturalmente nas populações.Ou seja, o ambiente não promoverá as mudanças (como Lamarck dizia) e sim selecionaria variações mais adaptadas às condições apresentadas – seleção natural. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

mitose e meiose

A divisão celular é o processo no qual as células de um organismo passam ao longo de toda a sua vida, da origem embrionária, até o último segundo de vida. Existem dois tipos de divisão celular, a mitose e meiose.
 
 

MITOSE

A mitose é o tipo de divisão celular que ocorre desde a formação do embrião, até a morte do organismo, originando duas células filhas idênticas à célula mãe. À partir da fecundação (óvulo e espermatozoide) nunca mais nossas células param de realizar mitoses. A importância da mitose é que ela proporciona o crescimento e desenvolvimento de nosso organismo, e também atua repondo as células perdidas. As células sanguíneas (hemáceas ou eritrócitos) são respostas a cada 90-120 dias, graças à divisão celular do tipo mitose.
 
A mitose se inicia à partir de uma célula 2n, também chamada de célula diplóide. Ou seja, ela se inicia à partir de uma célula que possui o número total de cromossomos da espécie, no nosso caso, possuímos 46 cromossomos (23 herdados do pai e 23 da mãe). Em seguida, ocorre o período da intérfase, que antecede a divisão celular propriamente dita, período este em que o material genético é duplicado.
 
O processo de mitose é contínuo, porém, para podermos entender melhor, dividimos este processo em:
 
 
  1. Prófase
  2. Metáfase
  3. Anáfase
  4. Telófase
Basicamente, na prófase inicia a “desorganização” do material genético, onde a cromatina começa a se espiralizar, transformando-se em um cromossomo (com duas cromátides-irmãs). Em seguida, o nucléolo desaparece, a carioteca se rompe, e os centríolos migram para os pólos da célula.
Veja abaixo como ocorrem todas as etapas da mitose:
 
Clique para ampliar. Fonte: Uol Educação.
 
DA METÁFASE À TELÓFASE
Após a prófase, temos as outras fases da mitose. Na Metáfase ocorre a espiralização máxima e os cromossomos passam a ficar no centro da célula, no chamado plano equatorial, presos às fibras do fuso. Na Anáfase, de acordo com o encurtamento das fibras do fuso, as cromátides-irmãs migram para pólos opostos da célula. Por fim, na Telófase, as células-filhas 2n (diplóides) são formadas, idênticas à célula-mãe, que deu origem ao processo. Nessa fase, termina a divisão do núcleo (cariocinese) e inicia a distribuição equivalente do citoplasma (citocinese). Por fim, nessa etapa os cromossomos desespiralizam, a carioteca e o nucléolo se fazem presente.
 

MEIOSE

A meiose ocorre no processo de produção de gametas ou células sexuais (espermatozoide e óvulo), que são haplóides ou n (possui metade do número de cromossomos do indivíduo). No homem, os espermatozoides são produzidos à medida em que são “usados”, pois, durante a ejaculação, cerca de 300 milhões de células são eliminadas. Nas mulheres, os óvulos já estão formados em seu ovário desde o seu nascimento. São cerca de 400 mil, mas, cerca de 1 óvulo é liberado por mês.
 
A meiose também é dividida em etapas, porém, essa divisão é dupla: na primeira divisão, ocorrem a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Na segunda, a prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II.
 
À grosso modo, o que difere principalmente a meiose da mitose, além desta ser responsável pela produção de células haplóides, é o fato de que a Prófase I existem subfases:
 
  1. leptóteno
  2. zigóteno
  3. paquíteno
  4. diplóteno
  5. diacinese
Essas subfases são extremamente importantes, porque favorecem a variabilidade genética dentre os indivíduos de uma espécie, processo este chamado de crossing-over. Além disso, devemos destacar a sua principal importância, que é a redução no número de cromossomos de uma célula, possibilitando a perpetuação da espécie por meio da combinação do material genético do pai e da mãe.
 

diploide/haploide e cariotio/genoma

Cromossomos Homólogos
O corpo humano possui no total 46 cromossomos pareados, contudo 2 destes cromossomos são os chamados “sexuais”, o que irá decidir o sexo durante a formação do feto, enquanto que os outros 44 são os autossomos, isto é, que não estão ligados ao fator sexual. Portanto temos então 23 pares, sendo 22 de autossomos e 1 de sexuais. Os cromossomos homólogos são aqueles que representam cada um destes  pares.

Células diploides e haploides
As células que estão aos pares, as que possuem os cromossomos homólogos são chamadas diploides, por isto a representação “2n”, já as células contendo apenas 1 destes representantes são chamadas haploides, ou simplesmente “n”.

Cariótipo e genoma
O cariótipo é um conjunto de características do cromossomo de um ser. Essas características são invariáveis.

O genoma é o grupo essencial de cromossomos presentes no gameta. 

tipos de cromossomos

Tipos de cromossomos:
·         Cromossomo Telocêntrico: O centrômero encontra-se na extremidade do cromossomo, em sua região terminal, fazendo com que se pareça uma espécie de pinça.
·         Cromossomo Acrocêntrico: Aqui o centrômero localiza-se próximo a uma das extremidades do cromossomo, mas não totalmente nela. Este efeito faz com que um braço seja bem maior que o outro.
·         Cromossomo Submetacêntrico: Neste caso o centrômero está apenas um pouco afastado do meio do cromossomo.
·         Cromossomo Metacêntrico: Nos metacêntricos o centrômero está localizado bem no meio do cromossomo, como o próprio nome sugere em sua metade, deixando-o num formato exato de X.

Veja abaixo uma imagem para esclarecer os conceitos.