segunda-feira, 17 de julho de 2017
Ácidos nucleicos
Ácidos Nucleicos
O Nucleotídeo possui moléculas de fosfato, açúcar (pentose) e base nitrogenada. O fosfato faz a ligação entre as pentoses da mesma cadeia. Veja na imagem:

O açúcar possui cinco carbonos, sendo uma pentose, pode ser uma desoxirribose em DNA, ou ribose em RNA.
As bases nitrogenadas podem ser púricas, com dois anéis: adenina (A) e guanina (G); ou as bases nitrogenadas podem ser pirimídicas, com um anel: citosina (C), timina (T) e uracila (U).
Bases A, G, e C
As bases A, G, C aparecem em ambos os ácidos nucleicos. No entanto a base exclusiva de DNA é T, e a exclusiva de RNA é U. O pareamento das bases ocorre sempre A = T no DNA, A = U no RNA, e C G em ambos.
DNA – Ácido Desoxirribonucleico:
O DNA Apresenta sequência de nucleotídeos formados pela desoxirribose, como açúcar, por isso, levando o nome de ácido desoxirribonucleico (ADN).

O Ácido Desoxirribonucleico (DNA – veja imagem acima) Encontra-se em maior quantidade no núcleo da célula. Pode aparecer na forma de cromossomos, que possuem os genes. Genes são segmentos de DNA que codificam proteínas. Existem organelas citoplasmáticas que possuem DNA, por exemplo, mitocôndria.
O DNA tem função de controlar todo o funcionamento da célula e transmissão da informação genética. O modelo da estrutura do DNA é formados por duas cadeias (fitas ou hélices) helicoidais, formando um espiral. Esse modelo de estrutura foi descrito por James Watson e Francis Crick em 1953, baseado em micrografias tiradas do DNA mostrando um X.


A estrutura de dupla hélice é estabilizada pelas pontes de hidrogênio entre A = T e C G. A molécula de DNA pode se autoduplicar com a participação da enzima DNA polimerase. Esse processo de replicação, ou autoduplicação, é semiconservativo, pois o DNA formado possui uma fita do original e uma fita nova. Veja na imagem.

RNA – Ácido Ribonucleico. Veja os 3 tipos de RNA.
O ácido Ribonucleico é formado por nucleotídeos contendo ribose, como açúcar, por isso o nome ácido ribonucleico (ARN). Apresenta uma fita simples, única. É encontrado principalmente no citoplasma, e sua quantidade é variável entre as células, dependendo da atividade. São produzidos no núcleo através da transcrição pela enzima RNA polimerase, a partir do DNA. Existem três tipos de RNA: Mensageiro, Transportador e Ribossômico.
1) RNA mensageiro – É responsável por carregar a informação genética do DNA, restrito ao núcleo, até o citoplasma. No citoplasma a fita de RNAm será lida por ribossomos para a síntese de proteínas. A sequência de três bases nitrogenadas é chamada de trinca. Cada trinca de bases forma um códon.

2) RNA transportador – Sua função é transportar os aminoácidos para formação das proteínas. Possuem uma trinca de bases chamada anticódon. O códon faz pareia com o anticódon que tem correspondência a um aminoácido específico. Veja a imagem.

3) RNA ribossômico – Associam-se a proteínas formando a estrutura do ribossomo. O ribossomo é uma organela citoplasmática que faz a leitura do RNA mensageiro, organizando a formação da proteína com a liberação dos aminoácidos pelos RNAs transportadores.
terça-feira, 16 de maio de 2017
quarta-feira, 10 de maio de 2017
As vitaminas
As vitaminas
As vitaminas são moléculas orgânicas necessárias em pequena quantidade para o funcionamento adequado do organismo. Elas funcionam, principalmente, como catalisadoras de reações químicas dentro do nosso corpo, ou seja, atuam aumentando a velocidade de uma reação.
Na falta dessas substâncias, nosso
organismo pode não conseguir realizar atividades essenciais
efetivamente, havendo, assim, problemas graves de saúde. Para evitar o
problema, é fundamental uma dieta saudável, que inclua, entre outros
alimentos, vegetais, carnes, ovos e grãos. À carência de vitaminas dá-se
o nome de hipovitaminose ou avitaminose.
→ Classificação das vitaminas
As vitaminas podem ser classificadas em dois grandes grupos: hidrossolúveis e lipossolúveis. As vitaminas hidrossolúveis
são aquelas que são solúveis em água. Elas são armazenadas em pouca
quantidade e, por isso, é necessário ingeri-las diariamente. As vitaminas lipossolúveis,
por sua vez, são aquelas solúveis em lipídios (gorduras). Elas,
diferentemente das hidrossolúveis, são armazenadas por mais tempo, não
necessitando, portanto, de ingestão diária.
Veja a seguir as principais vitaminas:
Vitaminas hidrossolúveis
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Vitaminas do complexo B (complexo formado por oito vitaminas): Essas vitaminas destacam-se pelo seu papel no fornecimento de energia para o corpo, por ajudarem no funcionamento do sistema nervoso e na manutenção do tônus muscular no sistema digestório. Podem ser encontradas em cereais, ovos, carnes, hortaliças e frutas.
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Vitamina C (ácido ascórbico): Vitamina relacionada com a manutenção dos capilares, formação do colágeno, produção de hemácias, formação de ossos e dentes e absorção de ferro. Podemos encontrar essa vitamina em frutas cítricas, como limão e laranja, no brócolis, tomate, couve, entre outros.
Vitaminas lipossolúveis
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Vitamina A (retinol): Essa vitamina atua principalmente na nossa visão, manutenção da pele e imunidade. Pode ser encontrada em alimentos como fígado, ovos, leite, vegetais folhosos verde-escuros e vegetais amarelo-alaranjados. (Leia também: A deficiência de vitamina A e a xeroftalmia)
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Vitamina D (calciferol): Relaciona-se principalmente com o metabolismo dos ossos, sendo responsável por evitar o raquitismo. Essa vitamina pode ser encontrada em óleo de fígado de peixe, gema de ovo e manteiga. Podemos ainda produzir essa vitamina em nosso corpo quando realizada a devida exposição ao sol.
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Vitamina E (tocoferol): Essa vitamina apresenta uma importante ação antioxidante. Pode ser encontrada em óleo de milho, gérmen de trigo, grãos e laticínios.
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Vitamina K (filoquinona): Essa vitamina relaciona-se, principalmente, com a coagulação do sangue. É encontrada principalmente em vegetais folhosos e legumes.
Observação As
vitaminas são substâncias que podem ser facilmente destruídas em
virtude do calor e da exposição ao oxigênio. A vitamina C, por exemplo,
pode ser perdida facilmente se armazenarmos um alimento de maneira
inadequada ou o aquecermos exageradamente. Assim sendo, muitos
alimentos, como verduras, legumes e frutas, devem ser consumidos
preferencialmente crus e serem cortados apenas no momento da ingestão.
As proteinas
As proteínas
As proteínas, compostos orgânicos bastante abundantes, são constituídas por aminoácidos que formam cadeias entre si por intermédio de ligações peptídicas. Esses
aminoácidos são formados por um carbono, um ácido carboxílico, uma
amina e um radical, o qual varia de aminoácido para aminoácido.
Geralmente, para ser considerada uma proteína, a cadeia deve apresentar
mais de setenta aminoácidos. Quando a cadeia é menor, o termo adequado é
peptídeo.
Existe uma infinidade de proteínas nos
seres vivos, e elas variam de espécie para espécie. Organismos de um
mesmo táxon apresentam mais proteínas semelhantes, o que não acontece
com seres muito distintos. As proteínas diferenciam-se principalmente
pelo número de aminoácidos e pela sequência em que eles se dispõem nas
cadeias polipeptídicas.
As proteínas apresentam uma extensa lista de funções no organismo e
são encontradas em todas as estruturas da célula, substâncias
intersticiais, anticorpos, entre outros. Entre as funções que podem ser
atribuídas às proteínas, destacam-se seu papel no transporte de oxigênio
(hemoglobina), na proteção do corpo contra organismos patogênicos (anticorpos), como catalizadora de reações químicas (enzimas),
receptora de membrana, atuação na contração muscular (actina e
miosina), além de serem fundamentais para o crescimento e formação dos
hormônios.
Diante de tamanha importância, é fundamental que as proteínas sejam obtidas por meio de uma boa alimentação.
Entre os alimentos que se destacam pela grande quantidade desse
nutriente, podemos citar as carnes, leite, ovos, cereais integrais,
feijão, legumes e vegetais folhosos.
As proteínas podem ser classificadas em dois grandes grupos: as globulares e as fibrosas. As proteínas globulares
formam estruturas com formato esferoide. Nesse grupo, são encontradas
importantes proteínas, tais como as enzimas e anticorpos. Já as proteínas fibrosas
organizam-se em forma de fibras ou lâminas, e as cadeias de aminoácidos
ficam dispostas paralelamente. Diferentemente das globulares, estas são
pouco solúveis em água.
Além dessa classificação, podemos considerar as proteínas como simples, conjugadas e derivadas. As proteínas simples apresentam apenas aminoácidos. Nas proteínas conjugadas, além de aminácidos, existe um radical de origem não peptídica, que é denominado de grupo prostético. As proteínas derivadas,
por sua vez, não são encontradas na natureza e são conseguidas graças a
processos de degradação de proteínas simples ou conjugadas.
Utilizando-se como base seus níveis de
organização, as proteínas também podem ser classificadas em primárias,
secundárias, terciárias e quartenárias. Na estrutura primária, observa-se que a cadeia polipeptídica é linear e não apresenta, portanto, ramificações. Na estrutura secundária,
por sua vez, observa-se que a proteína não está esticada, e sim torcida
e dobrada, o que muitas vezes lembra a estrutura do DNA. Já na estrutura terciária, observa-se uma organização tridimensional globosa exclusiva das proteínas globulares. Por fim, temos as proteínas quartenárias, que
formam grandes enovelados. Uma proteína só pode ser classificada como
quartenária se apresentar duas ou mais cadeias polipeptídicas.
Uma característica importante das proteínas é sua capacidade de desnaturação.
Ao serem submetidas, por exemplo, ao calor excessivo, agitação,
radiação e pH extremo, observarmos que as estruturas secundárias e
terciárias desses compostos orgânicos alteram-se de maneira
irreversível, o que causa a perda de suas propriedades. É por isso que,
ao cozinhar alguns alimentos, perdemos muito do seu poder nutricional.
Os carboidratos
Os carboidratos
Os carboidratos, conhecidos também como glicídios ou açúcares,
são importantes biomoléculas que constituem a base da nutrição dos
organismos não fotossintetizantes. Eles podem ser definidos como
poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas ou ainda substâncias que liberam
esses compostos quando sofrem o processo de hidrólise (quebra de uma
molécula por água).
Os carboidratos são as biomoléculas mais
predominantes no planeta e exercem as mais variadas funções. Dentre
elas, destacam-se seu papel energético, sua atuação na
composição dos ácidos nucleicos, das paredes celulares e da carapaça dos
insetos e a participação em processos de interação celular.
Os carboidratos são formados principalmente por carbono, hidrogênio e oxigênio, apresentando a seguinte fórmula geral: (CH2O)n.
Graças a essa fórmula, também são denominados de hidratos de carbono.
Vale destacar que alguns carboidratos fogem da fórmula geral e
apresentam nitrogênio, fósforo ou enxofre em sua composição.
Podemos classificar os carboidratos em três grupos principais:
→ Monossacarídeos: São
os compostos mais simples e que não podem ser hidrolisados. Sua
estrutura é uma cadeia de carbono linear e simples. Como exemplo,
podemos citar a glicose, frutose e galactose.
Os monossacarídeos podem ser
classificados de acordo com o número de carbonos que possuem. De acordo
com essa classificação, há trioses, tetroses, pentoses, hexoses,
heptoses e assim por diante. Os monossacarídeos mais comuns são as
pentoses, como é o caso da ribose e da desoxirribonucleico, e as hexoses, que
podem ser representadas pela glicose, frutose e galactose.
→ Oligossacarídeos: são
formados pela união de dois a 10 monossacarídeos. Quando ocorre a união
de apenas dois monossacarídeos, recebem a denominação de dissacarídeo. Como principais exemplos, podemos citar a maltose (glicose + glicose), lactose (galactose + glicose) e sacarose (glicose + frutose).
→ Polissacarídeos: São
formados por 10 ou mais monossacarídeos. Como exemplo, podemos citar o
amido, o glicogênio e a celulose, três importantes macromoléculas. O amido é uma importante reserva energética encontrada nos vegetais e nos fungos. A reserva energética encontradas nos animais é o glicogênio, que fica acumulado no fígado e nos músculos. Já a celulose é um importante componente da parede celular, sendo o carboidrato mais abundante na natureza.
Existem ainda os chamados glicoconjugados, que são compostos formados pela ligação de moléculas de carboidratos a lipídios e proteínas. Quando unidos a proteínas, recebem o nome de glicoproteínas; e quando se unem a lipídios, são chamados de glicolipídios. Essas formas são bastante comuns nas membranas das células onde atuam como receptores e sinalizadores.
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